quarta-feira, julho 28, 2004

Gémeos Siameses III



Ora digam lá se este senhor, que nós aqui não conseguimos identificar, não se parece co m aquele arquitecto que não sabemos o nome nem quem é que há uns anos fez cinematografia porno-anal com meia Lisboa dondoca? claro que não conseguimos perceber bem a relação nisto e até achamos um erro profundo este post, mas a vida é cheia de erros profundos e de posts, para quem bloga. Porque não uni-los?
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Ainda o ensino

Porque ainda se remete aqui inteligentemente para o assunto tratado na semana passada. também o ritmo abranda com a chegada dos cálidos dias de veraneio. A agenda esta ficou, misturada com a areira da praia e manchas frescas de groselha com gelo enrolada com as toalhas de praia e os cadernos de desenho. Manter-se-á o blog em serviços mínimos por um mês até à retoma.
Consideramos no entanto o espanto do leitor; então não estamos na silly season? Precisamente a estação que parece ser a causa motriz deste blog? Acertam com toda a racionalidade humana. Por outro lado são menos arquitectos alvo de insultos gratuitos. Não se pode ter tudo, esta é que é esta!
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sábado, julho 24, 2004

O tema da próxima semana

PRÁTICA: O que significa ter um escritório?
O Cliente, guia para uma relação.
O projecto de arquitectura (odisseia onírica versão tudo são flores e brilha o sol).
A Obra (odisseia onírica versão monstro marinho que nos retalhas).
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sexta-feira, julho 23, 2004

Leituras Acríticas - O RGEU


Aqui não é só brincar aos governos, pá. Há quem labute cá como uma fooorçA!
Novo RGEU privilegia segurança e qualidade dos edifícios
2004-03-23
O texto do novo Regime Geral das Edificações Urbanas (RGEU) já está concluído. Fruto de um intenso trabalho de vários especialistas que foram envolvidos neste processo, através do CSOPT (Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes), o novo texto do RGEU resulta não numa actualização do existente, mas num novo regulamento de substituição do actual.
O regulamento em vigor, que data de 1951, encontra-se completamente desajustado dos padrões actuais de segurança, qualidade, ou mesmo urbanísticos e sofreu desde aquela data várias tentativas de actualização que resultaram em alterações pontuais, e traduziram-se num conjunto de normas avulsas que rapidamente se desajustaram da realidade. Resultado: o RGEU actual não cobre matérias como durabilidade e manutenção, qualidade da edificação, segurança da intrusão, não estando em conformidade com as normas regulamentares específicas que existem para as edificações, estando desactualizado, também, nas questões tecnológicas.
Desta forma, o novo RGEU para lá de considerar o alargamento do âmbito de aplicação quanto aos tipos de edifícios e à definição das intervenções, revela-se como um regulamento estruturante e ajustado à realidade actual, nomeadamente em aspectos que tocam a segurança, o ambiente, a energia, a sustentabilidade, vida útil, manutenção e durabilidade dos edifícios, a defesa do consumidor e a gestão da qualidade.
As grandes inovações do RGEU são essencialmente determinadas por elevados padrões de qualidade, relativos ao aumento das áreas mínimas dos edifícios, à exigência de projecto de execução, à revisão de projectos, à criação de níveis de intervenção, e outros relacionados, por exemplo, com as barreiras físicas à mobilidade
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Cartoon por cartoon ao menos façam disto o País dos Rodinhas. Alguém se lembra?
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O enterro do Ensino

Assim damos por concluída, e enterrada, a semana dedicada ao Ensino da Arquitectura. Se ainda restar dúvidas sobre as pernícias das escolas e do ensino deixamos ainda aqui, em jeito de post scriptum o halo e a presença de mais um (e este nosso contemporâneo) arquitecto que não passou pelo crivo dos indigentes. Temos Dito.

Tadao Ando 1941-
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Este senhor não estudou Arquitectura, ainda aussi


Frank Lloyd Wright 1869-1959
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Este senhor não estudou Arquitectura, aussi



Le Corbusier 1887-1965
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Este senhor não estudou Arquitectura


Ludwieg Mies van der Rohe (1886-1969)
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quinta-feira, julho 22, 2004

How to Profess, Guide to the Mad Profession



Os Professores de Arquitectura Ataque massivo.
Um dos sub-temas propostos foi a abordagem dos professores no ensino da arquitectura. A 1ª questão, após a dúvida se é possível aprender arquitectura è saber se é possível ensinar arquitectura, e neste caso, quem ensina a ensinar.
Os professores dividem-se em subtís categorias das quais um tema a todos une. Em portugal só ensina quem, de facto, não pratica satisfatoriamente. A prática de arquitectura é assunto para muito full-time e mais algum.
As categorias, sem mais delongas;
Os mais velhos, os idealistas herdeiros delicodoces da revolução e dos tempos do hipysmo. Arquitectura era uma variante da sabedoria e arte e o ensino era o que de mais nobre se atingiria. Estão a reformar-se, a morrer ou arrastam-se pelos corredores das escolas, moendo lenga-lengas através da placa entre miradas às mini-saias, no caso das mulheres ainda apresentam as bem cuidadas mises e vestidos.
Os nem-velhos-nem-novos, à volta dos quarentas/cinquentas, desiludidos pelo globalismo, pelo computurismo, pela desilusão do Souto-Mourismo, do tijolo de burrismo e dos ideais do PDMismo que salva o escritório pelos arranjinhos com o amigo de infância da Câmara x ou departamento municipal y. Elas geralmente vestem jeans pretos e não apostam na remoção do buço. Idolatram em silêncio o Che e são divorciadas de outro assistente com quem ainda partilham o escritório e a frigidez.
Já pesam os anos e ainda há quer gramar estudantes para manter escritório, apesar de Cuba ainda ser um ideal para lá da estância balnear. os Miguéis Sousa Tavares de batina.
Os novos, já não brincam em serviço, ainda no curso toda uma ginástica política se faz para atingir o tão almejado lugar de monitor, para entrar na rotunda dos assistentes. Aqui ninguém brinca, arquitectura e construção é conversa para amolecer patetas, o que interessa é ganhar estatuto e chegar perto dos lugares de manutenção. Elas é que são umas gandas malucas, já libertaram o tarzan clitoriano. Poem os cornos aos namorados assistentes com quem partilham escritório com os alunos mais sabujos a que dão estágios e os arquitectos mais conhecidos com quem roçam ombros nas conferências e convénios.

E ensinar, como é? Pergunta bem. Geralmente por escola há uma média de 1 ou 2 (se tanto) assistentes que de facto sabem, se interessam, e intencionam ensinar.
Os outros andam a tratar da vidinha. Brincas, não...
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a Voz ao Leitor, ainda

tchernignobyl do Blog de Esquerda (se não nos enganamos) comentou há dias com interesse relevante o assunto da ordem do dia.
Tanto quanto sei, tirando a questão da "massificação" (quem escreve contra a "massificação" não tem já assegurado o seu canudo tirado graças à massificação?), os arquitectos sempre tiveram a fama de "artistas" um tanto desligados da realidade.
Provavelmente hoje em dia haverá muitos mais arquitectos com conhecimentos técnicos da construção do que há vinte ou trinta anos.
O que falta talvez é alguma "perspectiva", a profissão de arquitecto deveria implicar uma multidisciplinaridade muito mais alargada do que o actual verniz de "langue de bois" necessário para fazer prodígios de banha da cobra nas memórias descritivas disfarçando a falta de consciência crítica e política de retalhistas de material de construção.

Dentro de momentos seguirá a emissão conforme planeada com pensamentos sobre o papel, função e constrangimentos do professor de arquitectura.
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a Voz ao Leitor

Recebemos o comentário do Guilherme ao post da Pala da Casota. Só podemos concordar, com tudo, apesar da Igreja do arquitecto Siza ser em Marco de Canaveses e não em Matosinhos como diz. Fora isto damos-lhe a chave e o dinheiro.
Olá! Sou estudante de arquitectura, tenho um blog e ainda não vos linkei porque queria ver no que isto dava, acho que a ideia é boa, ideia de criticar arquitectura! Mas ainda não tenho visto grande parte dessa crítica, já agora do que se faz uma crítica?! Falando do ínicio! Acho que comparar a igreja do SiZa Vieira com um quartel de Bombeiros é uma ideia pouco conseguida, uma vez que já não estamos numa era em que a arquitectura é falante, Ledoux já foi, porque é que o aspecto exterior de um edifício tem de exprimir a sua função!? Ou porque não!? Acho que são essas as questões a por, muito acima de fáceis comparações! No entanto não concordo nada com a comparação! Digam-me então como é que uma igreja se deve parecer!? Se realmente se tem de parecer com alguma coisa! A arquitectura é feita de muita coisa, principalmente de razão e emoção! Arquitectura é um conjunto de ideias ligadas a um conceito, não acham que é mais importante viver o espaço, senti-lo, sentir a presença de algo superior ao viver o lugar, do que avaliar somente um aspecto exterior!? Enfim, Siza é ateu, e estudou muito o que é uma igreja, consultou inúmeras figuras ligadas ao cristianismo e como todos os génios fez algo que nos tira a respiração, que nos faz lembrar porque é tão admirado! Aconselho como Raul Lino fez aos seus críticos a visitar os locais as obras e só depois criticar! So gostaria de saber o que é que os caros críticos pensam o que deve ser o exterior de uma igreja!?

Por fim vim comentar este post em particular, uma vez, que ontem fui para a cama a pensar exactamente neste post, por coicidencia nem o tinha visto, mas por sugestão alheia, alguém comentou que se devia comprar uma casota de cão cá para casa! E fiquei a pensar porque é que realmente, uma casota teria de ter aquela configuração habitual de duas águas um caixote e uma abertura para o cão! Aquela miniatura de casa tradicional humana, não seria de certo adequada a um animal que anda sobre as quatro patas, que se enrosca, quando se deita, que vive o espaço com uma noção bem diferente da nossa, e porque raio não se pensou que sendo assim, seria rídiculo impor a um animal que viva como nós, a arquitectura trata de conhecer as necessidades do cliente, de saber o que querem, do que precisam e principalmente as suas relações com o espaço as suas emoções e sentimentos etc. A Antropologia da coisa! Mas tratando-se de um cão teria de ser apenas morfologia!
Depois de isto tudo o tema remte-se outra vez para o ínicio do post! Que a arquitectura tem de ser adequada à sua função e não adequada a uma forma tradicional que é aceite por todos, simplesmente por puro condicionamento pavloviano!

Podem visitar o meu blog nozes-2
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Coincidências meras

os posts ontem aqui burilados sobre o muro enquanto arquitectura nada têm a ver com este post magnífico da Rua da Judiaria. pensando bem, tudo têm a ver, claro, apesar de o só termos visto hoje.
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quarta-feira, julho 21, 2004

UM EDIFÍCIO EXEMPLAR 1.3 - Revisitação do Arranha Terras

West Bank já é assim.


Devido à inauguração da rúbrica perdemos (ainda mais) a noção do concreto e da realidade e propomos aqui a situação actual enquanto análise arquitectural. Talvez se relacionem intimamente a queda dos arranha-céus com a subida dos arranha-terras.
Talvez estejamos absurdamente errados. É provável ambas a s coisas. Não garantimos o fim imediato desta rúbrica. Estamos a avisar, meio ensandecidos, meio emparedados.
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UM EDIFÍCIO EXEMPLAR 1.2 - Revisitação do Arranha Terras

China ainda é assim.
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UM EDIFÍCIO EXEMPLAR 1.1 - Revisitação do Arranha Terras

Berlim já foi assim.

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UM EDIFÍCIO EXEMPLAR 1 - A Extinção do Arranha Céus

Mais do que um mero ataque terrorista com impensáveis resultados políticos e geoestratágicos, a queda das torres gémeas do World Trade Center provocada pela queda intencional de dois aviões poderá ter constituído na prática da arquitectura a extinção do Arranha-Céus enquanto forma e ideia talvez comparável à extinção dos dinossauros pela queda de um medonho meteoro.
Sabemos que é arriscada esta tese. Mas vejamos, o arranha céus foi a proposta maior que herdamos do séc XIX com a invenção do elevador e a potenciação do ratio de ocupação urbana. No séc XX atingiu-se a sublimação já proposta em Nova Iorque com a construção nos anos 70 das duas torres do WTC. Não só o seu carácter de abstração e imponência como a duplicação (lembremo-nos da análise da reprodução mecânica de W. Benjamim ou ainda das reproduções em massa de Warhol) e temos provavelmente com estas duas torres o simbolo perfeito do que significa a America e o séc XX na história contemporânea.

É provável que o conceito de Arranha-Céus estivesse já completamente em desgaste e fora de prazo restando acima de tudo mais a simbologia de poder do que a funcionalidade e interestruturação urbana sonhada à mais de 100 anos.
Terá sido o início do fim? Como resta NY? será Hong kong um mero execício de réplica, como as torres Petronas em Kuala Lumpur?
Lançamos a dúvida.
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O que procura o Aluno

O ensino da arquitectura é uma conjunção de muitas vertentes, mais imediatas são os currículos, os corpos docentes e os alunos.
Importa aqui questionarmo-nos um pouco sobre a relação dos alunos com a disciplina começando até pela atitude com que entram no curso.
Arquitectura é indesmentivelmente um dos cursos mais procurados, sendo que muita desta procura passa por um interesse de moda, de estilo de vida, de ocupar um certo nicho da sociedade. Indesmentivelmente também muitos alunos terão a vontade e a vocação para a construção, o urbanismo e o serviço cívico (por mais impagável que esta frase pareça).
Dos aplicantes que conseguem entrar no curso importa averiguar da mentalidade com que percorrem os anos lectivos. É que de pequenino é que se torce o pepino , como se diz e é provável que um ensino que nos anos iniciais fizesse passar por uma peneira de cadeiras fortemente técnicas, muita da efervescência deste modismo , ficasse pelo caminho. E talvez também os alunos que encaram seriamente a carreira de arquitectura e construção e território melhor e mais bem preparados saíssem para o mercado de trabalho.
São mais as perguntas que as respostas. Esperamos participação e visões diferentes.
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terça-feira, julho 20, 2004

É Criticar o Crítico, sem medos

Já cá cantam os comentários do Haloscan. Cantemos Ossanas.
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Amanhã é dia de Rúbrica

UM EDIFÍCIO EXEMPLAR

Por falar em Palas,




com um abraço para O Projecto. obrigado pelo link e parabéns pelo New Look!
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Esclarecimento 2

Este blog chama-se Crítica de Arquitectura e não Elogio da Arquitectura. Será lógico que aqui se critique, com escárnio, com veneno, com baixo critério e demagogia popular, mas sem cínismo. Há límites até para o insulto, e nós aqui somos pessoas de bem, mesmo no mal. Afinal em que raio de País vivemos, na Finlândia? Onde só aplausos e rosas frescas são merecidas e tudo funciona? Que raios, para evitar azias nas barrigas dos arquitectos basta a situação unânime actual em que todos se elogiam, batem nas costas, escrevem narrativas de alunagem em Saturno heróicas por cada aborto construído ou projectado ou escrito por arquitectos em Portugal.
Este País sempre teve tradição de Escárnio e Mal-dizer. não somos propriamente o Bordalo Pinheiro nem o Eça dos blogs, mas temos um bigode de fazer inveja à mais dedicada das estudantes de arquitectura. o resto é especulação. Cínismo nós? Não, engano. Cítismo, sim, citamos, por exemplo, Burkhart: A hipocrisia é o cimento que mantém unida a sociedade.
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Ensino 2 (citações)

Aqui quem fala sou eu:
Um estágio talvez desnecessário: "Há quase dez a Ordem dos Arquitectos [OA] assistiu à multiplicação dos cursos de arquitectura em Portugal em instituições públicas e privadas. Assistiu inclusive, à aprovação pelo Ministério da Educação, de cursos com metade das horas de projecto requeridas pela directiva comunitária. Incapaz de pressionar o governo, a OA decidiu pressionar os arquitectos recém-licenciados."

Saída fácil: "Os cursos serão melhores ou piores. No entanto, parece improvável que uma simples prova possa garantir a aptidão para o exercício da profissão de um licenciado em arquitectura de interiores.
Também me parece inverosímil que um licenciado pela Universidade do Minho seja substancialmente menos capaz que um licenciado pela Universidade do Porto.
Por outro lado, se se aceita que esta prova pode demonstrar a aptidão para o exercício da profissão, talvez se devesse aceitar que licenciados em engenharia civil a pudessem fazer.

Para a OA, a prova de admissão à ordem é uma saída fácil para evitar imiscuir-se nos feudos académicos. É uma saída fácil para evitar regular a multiplicação das licenciaturas em arquitectura ou monitorizar a sua evolução."
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segunda-feira, julho 19, 2004

Ensino

Ao propormos o tema, mais cedo do que imaginamos várias contribuições chegaram. Por exemplo já aqui linkamos 3 posts dos arquichatos que abordam as condições de acesso ao curso de arquitectura, os números e realidade dos cursos e escolas de arquitectura e uma análise da qualidade.
Igualmente o Linha de Rumo respondeu imediata e gentilmente com um lado da questão,crítica quanto ao pendor artístico e pessoal do ensino sendo que ao receber outra visão, em defesa desta vertente ripostou e esclareceu. Porventura em vez de repetir os argumentos de ambos aconselhamos a leitura dos posts referidos.
Parte do pretendido aqui está, diálogo e confronto de ideias. É certo que não há uma forma correcta e universal de criar um currículo para o ensino da arquitectura, nem uma linha condutora primorosamente certa de obter resultados garantidos.
Porém se se privilegiar as condições técnicas, os usos e reacções dos materiais, se se tratar primeiro da materialidade , construindo dois ou três anos iniciais conjuntos com cadeiras de engenharia, física e ambiente e somente depois se abarcar as ciências sociais, históricas e projectuais as bases e defesas dos arquitectos recém formados sejam outras. Mais seguras, mais dirigidas e mais pragmáticas.
É esta a posição defendida aqui.
Como abaixo falado pelo RandomBlog a condição do recém-formado ou estagiário passa por um túnel de rebaixamento cívico, social e monetário que em nada são ajudados pela total incapacidade com que se revê para responder a um projecto real de construção (se tiver este milagre), passados que estão os himalaias de acesso ao diploma e Ordem. (a continuar)
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Gémeos Siameses II

Souto de Moura
Jaime Gama

Há quem diga que chapéus há muitos. Há quem diga que na vida se deve sempre privilegiar a sombra da pala de alguém.
Eis que de aqui dos arquivos da crítica saltam por vontade própria estes dois senhores que, entrelaçados num longo e rodopiante abraço, nos deixam uma sólida e confiante mensagem unívoca e definitiva.
Uma de cinzentismo e acabrunhamento, disfarçada de vontade de estabilidade e de maturidade. Isto é, se entendermos por maturidade deixarmo-nos envelhecer debaixo dos saiotes dos papás. (Não nos questionem a relação saiotes-papás, há coisas que valem pela imagem sonora, mesmo que errada). Obviamente este post é imaturo e incorre num profundo erro e engano pelo qual pedimos desculpa aos visados e aos leitores. Quer dizer, mais ou menos!
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Contributos para um diálogo II

Ainda antes da ordem do dia programada aqui deixamos soundbites de um texto a nós indicado pelo RandomBlog.
Aborda em súmula a condição do jovem arquitecto partindo de uma publicação sobre a nova geração. Dos temas abordados e aqui sintetizados nos soundbites muitos serão tocados aquando da análise da Prática.

A REVOLTA DOS BÁRBAROS
numa reunião de arquitectos, me foi dito que abordar a questão dos salários seria uma temática fracturante da classe, ao que respondi que para a "minha geração" fracturante seria não o abordar.

Assim este texto parte da seguinte premissa - ser jovem arquitecto, na actualidade, é uma condição social.

esta geração não aproveitou as "portas que Abril abriu", as "liberdades" ou a "democracia", deixando-se enredar na trama dos individualismos

A "minha geração" viveu in situ a neoliberalização das Universidades, perdeu a guerra das propinas, e assistiu ao aumento exponencial das licenciaturas de arquitectura. Ao chegar ao mercado de trabalho vive neste regime de exploração que se agrava de dia para dia.

somos culpados em aceitar salários de miséria, dir-se-ia que aceitar o trabalho não remunerado é promover a concorrência desleal, dir-se-ia que não o denunciar é deontologicamente questionável, dir-se-ia que somos burgueses e que se realmente precisássemos de sobreviver não aceitávamos esta condição.

Essa nova forma de fascismo é uma condicionante fundamental que marca toda uma geração e, isso não pode ficar à margem de uma
análise da "minha geração".

o problema das imagens, do 3D ou do Photoshop, não se põe para os ateliers constituídos pela nova geração. Esta geração domina essas ferramentas que surgem actualmente como uma forma de expressão e comunicação de uma ideia, tal como um esquisso.

Por último vem a constatação de que cada vez é maior o número de jovens arquitectos que se associam para abrir atelier. Divide-se as despesas numa primeira fase, fazem-se concursos.
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