quarta-feira, julho 28, 2004

Gémeos Siameses III



Ora digam lá se este senhor, que nós aqui não conseguimos identificar, não se parece co m aquele arquitecto que não sabemos o nome nem quem é que há uns anos fez cinematografia porno-anal com meia Lisboa dondoca? claro que não conseguimos perceber bem a relação nisto e até achamos um erro profundo este post, mas a vida é cheia de erros profundos e de posts, para quem bloga. Porque não uni-los?
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Ainda o ensino

Porque ainda se remete aqui inteligentemente para o assunto tratado na semana passada. também o ritmo abranda com a chegada dos cálidos dias de veraneio. A agenda esta ficou, misturada com a areira da praia e manchas frescas de groselha com gelo enrolada com as toalhas de praia e os cadernos de desenho. Manter-se-á o blog em serviços mínimos por um mês até à retoma.
Consideramos no entanto o espanto do leitor; então não estamos na silly season? Precisamente a estação que parece ser a causa motriz deste blog? Acertam com toda a racionalidade humana. Por outro lado são menos arquitectos alvo de insultos gratuitos. Não se pode ter tudo, esta é que é esta!
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sábado, julho 24, 2004

O tema da próxima semana

PRÁTICA: O que significa ter um escritório?
O Cliente, guia para uma relação.
O projecto de arquitectura (odisseia onírica versão tudo são flores e brilha o sol).
A Obra (odisseia onírica versão monstro marinho que nos retalhas).
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sexta-feira, julho 23, 2004

Leituras Acríticas - O RGEU


Aqui não é só brincar aos governos, pá. Há quem labute cá como uma fooorçA!
Novo RGEU privilegia segurança e qualidade dos edifícios
2004-03-23
O texto do novo Regime Geral das Edificações Urbanas (RGEU) já está concluído. Fruto de um intenso trabalho de vários especialistas que foram envolvidos neste processo, através do CSOPT (Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes), o novo texto do RGEU resulta não numa actualização do existente, mas num novo regulamento de substituição do actual.
O regulamento em vigor, que data de 1951, encontra-se completamente desajustado dos padrões actuais de segurança, qualidade, ou mesmo urbanísticos e sofreu desde aquela data várias tentativas de actualização que resultaram em alterações pontuais, e traduziram-se num conjunto de normas avulsas que rapidamente se desajustaram da realidade. Resultado: o RGEU actual não cobre matérias como durabilidade e manutenção, qualidade da edificação, segurança da intrusão, não estando em conformidade com as normas regulamentares específicas que existem para as edificações, estando desactualizado, também, nas questões tecnológicas.
Desta forma, o novo RGEU para lá de considerar o alargamento do âmbito de aplicação quanto aos tipos de edifícios e à definição das intervenções, revela-se como um regulamento estruturante e ajustado à realidade actual, nomeadamente em aspectos que tocam a segurança, o ambiente, a energia, a sustentabilidade, vida útil, manutenção e durabilidade dos edifícios, a defesa do consumidor e a gestão da qualidade.
As grandes inovações do RGEU são essencialmente determinadas por elevados padrões de qualidade, relativos ao aumento das áreas mínimas dos edifícios, à exigência de projecto de execução, à revisão de projectos, à criação de níveis de intervenção, e outros relacionados, por exemplo, com as barreiras físicas à mobilidade
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Cartoon por cartoon ao menos façam disto o País dos Rodinhas. Alguém se lembra?
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O enterro do Ensino

Assim damos por concluída, e enterrada, a semana dedicada ao Ensino da Arquitectura. Se ainda restar dúvidas sobre as pernícias das escolas e do ensino deixamos ainda aqui, em jeito de post scriptum o halo e a presença de mais um (e este nosso contemporâneo) arquitecto que não passou pelo crivo dos indigentes. Temos Dito.

Tadao Ando 1941-
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Este senhor não estudou Arquitectura, ainda aussi


Frank Lloyd Wright 1869-1959
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Este senhor não estudou Arquitectura, aussi



Le Corbusier 1887-1965
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Este senhor não estudou Arquitectura


Ludwieg Mies van der Rohe (1886-1969)
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quinta-feira, julho 22, 2004

How to Profess, Guide to the Mad Profession



Os Professores de Arquitectura Ataque massivo.
Um dos sub-temas propostos foi a abordagem dos professores no ensino da arquitectura. A 1ª questão, após a dúvida se é possível aprender arquitectura è saber se é possível ensinar arquitectura, e neste caso, quem ensina a ensinar.
Os professores dividem-se em subtís categorias das quais um tema a todos une. Em portugal só ensina quem, de facto, não pratica satisfatoriamente. A prática de arquitectura é assunto para muito full-time e mais algum.
As categorias, sem mais delongas;
Os mais velhos, os idealistas herdeiros delicodoces da revolução e dos tempos do hipysmo. Arquitectura era uma variante da sabedoria e arte e o ensino era o que de mais nobre se atingiria. Estão a reformar-se, a morrer ou arrastam-se pelos corredores das escolas, moendo lenga-lengas através da placa entre miradas às mini-saias, no caso das mulheres ainda apresentam as bem cuidadas mises e vestidos.
Os nem-velhos-nem-novos, à volta dos quarentas/cinquentas, desiludidos pelo globalismo, pelo computurismo, pela desilusão do Souto-Mourismo, do tijolo de burrismo e dos ideais do PDMismo que salva o escritório pelos arranjinhos com o amigo de infância da Câmara x ou departamento municipal y. Elas geralmente vestem jeans pretos e não apostam na remoção do buço. Idolatram em silêncio o Che e são divorciadas de outro assistente com quem ainda partilham o escritório e a frigidez.
Já pesam os anos e ainda há quer gramar estudantes para manter escritório, apesar de Cuba ainda ser um ideal para lá da estância balnear. os Miguéis Sousa Tavares de batina.
Os novos, já não brincam em serviço, ainda no curso toda uma ginástica política se faz para atingir o tão almejado lugar de monitor, para entrar na rotunda dos assistentes. Aqui ninguém brinca, arquitectura e construção é conversa para amolecer patetas, o que interessa é ganhar estatuto e chegar perto dos lugares de manutenção. Elas é que são umas gandas malucas, já libertaram o tarzan clitoriano. Poem os cornos aos namorados assistentes com quem partilham escritório com os alunos mais sabujos a que dão estágios e os arquitectos mais conhecidos com quem roçam ombros nas conferências e convénios.

E ensinar, como é? Pergunta bem. Geralmente por escola há uma média de 1 ou 2 (se tanto) assistentes que de facto sabem, se interessam, e intencionam ensinar.
Os outros andam a tratar da vidinha. Brincas, não...
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a Voz ao Leitor, ainda

tchernignobyl do Blog de Esquerda (se não nos enganamos) comentou há dias com interesse relevante o assunto da ordem do dia.
Tanto quanto sei, tirando a questão da "massificação" (quem escreve contra a "massificação" não tem já assegurado o seu canudo tirado graças à massificação?), os arquitectos sempre tiveram a fama de "artistas" um tanto desligados da realidade.
Provavelmente hoje em dia haverá muitos mais arquitectos com conhecimentos técnicos da construção do que há vinte ou trinta anos.
O que falta talvez é alguma "perspectiva", a profissão de arquitecto deveria implicar uma multidisciplinaridade muito mais alargada do que o actual verniz de "langue de bois" necessário para fazer prodígios de banha da cobra nas memórias descritivas disfarçando a falta de consciência crítica e política de retalhistas de material de construção.

Dentro de momentos seguirá a emissão conforme planeada com pensamentos sobre o papel, função e constrangimentos do professor de arquitectura.
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a Voz ao Leitor

Recebemos o comentário do Guilherme ao post da Pala da Casota. Só podemos concordar, com tudo, apesar da Igreja do arquitecto Siza ser em Marco de Canaveses e não em Matosinhos como diz. Fora isto damos-lhe a chave e o dinheiro.
Olá! Sou estudante de arquitectura, tenho um blog e ainda não vos linkei porque queria ver no que isto dava, acho que a ideia é boa, ideia de criticar arquitectura! Mas ainda não tenho visto grande parte dessa crítica, já agora do que se faz uma crítica?! Falando do ínicio! Acho que comparar a igreja do SiZa Vieira com um quartel de Bombeiros é uma ideia pouco conseguida, uma vez que já não estamos numa era em que a arquitectura é falante, Ledoux já foi, porque é que o aspecto exterior de um edifício tem de exprimir a sua função!? Ou porque não!? Acho que são essas as questões a por, muito acima de fáceis comparações! No entanto não concordo nada com a comparação! Digam-me então como é que uma igreja se deve parecer!? Se realmente se tem de parecer com alguma coisa! A arquitectura é feita de muita coisa, principalmente de razão e emoção! Arquitectura é um conjunto de ideias ligadas a um conceito, não acham que é mais importante viver o espaço, senti-lo, sentir a presença de algo superior ao viver o lugar, do que avaliar somente um aspecto exterior!? Enfim, Siza é ateu, e estudou muito o que é uma igreja, consultou inúmeras figuras ligadas ao cristianismo e como todos os génios fez algo que nos tira a respiração, que nos faz lembrar porque é tão admirado! Aconselho como Raul Lino fez aos seus críticos a visitar os locais as obras e só depois criticar! So gostaria de saber o que é que os caros críticos pensam o que deve ser o exterior de uma igreja!?

Por fim vim comentar este post em particular, uma vez, que ontem fui para a cama a pensar exactamente neste post, por coicidencia nem o tinha visto, mas por sugestão alheia, alguém comentou que se devia comprar uma casota de cão cá para casa! E fiquei a pensar porque é que realmente, uma casota teria de ter aquela configuração habitual de duas águas um caixote e uma abertura para o cão! Aquela miniatura de casa tradicional humana, não seria de certo adequada a um animal que anda sobre as quatro patas, que se enrosca, quando se deita, que vive o espaço com uma noção bem diferente da nossa, e porque raio não se pensou que sendo assim, seria rídiculo impor a um animal que viva como nós, a arquitectura trata de conhecer as necessidades do cliente, de saber o que querem, do que precisam e principalmente as suas relações com o espaço as suas emoções e sentimentos etc. A Antropologia da coisa! Mas tratando-se de um cão teria de ser apenas morfologia!
Depois de isto tudo o tema remte-se outra vez para o ínicio do post! Que a arquitectura tem de ser adequada à sua função e não adequada a uma forma tradicional que é aceite por todos, simplesmente por puro condicionamento pavloviano!

Podem visitar o meu blog nozes-2
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Coincidências meras

os posts ontem aqui burilados sobre o muro enquanto arquitectura nada têm a ver com este post magnífico da Rua da Judiaria. pensando bem, tudo têm a ver, claro, apesar de o só termos visto hoje.
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quarta-feira, julho 21, 2004

UM EDIFÍCIO EXEMPLAR 1.3 - Revisitação do Arranha Terras

West Bank já é assim.


Devido à inauguração da rúbrica perdemos (ainda mais) a noção do concreto e da realidade e propomos aqui a situação actual enquanto análise arquitectural. Talvez se relacionem intimamente a queda dos arranha-céus com a subida dos arranha-terras.
Talvez estejamos absurdamente errados. É provável ambas a s coisas. Não garantimos o fim imediato desta rúbrica. Estamos a avisar, meio ensandecidos, meio emparedados.
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UM EDIFÍCIO EXEMPLAR 1.2 - Revisitação do Arranha Terras

China ainda é assim.
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UM EDIFÍCIO EXEMPLAR 1.1 - Revisitação do Arranha Terras

Berlim já foi assim.

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UM EDIFÍCIO EXEMPLAR 1 - A Extinção do Arranha Céus

Mais do que um mero ataque terrorista com impensáveis resultados políticos e geoestratágicos, a queda das torres gémeas do World Trade Center provocada pela queda intencional de dois aviões poderá ter constituído na prática da arquitectura a extinção do Arranha-Céus enquanto forma e ideia talvez comparável à extinção dos dinossauros pela queda de um medonho meteoro.
Sabemos que é arriscada esta tese. Mas vejamos, o arranha céus foi a proposta maior que herdamos do séc XIX com a invenção do elevador e a potenciação do ratio de ocupação urbana. No séc XX atingiu-se a sublimação já proposta em Nova Iorque com a construção nos anos 70 das duas torres do WTC. Não só o seu carácter de abstração e imponência como a duplicação (lembremo-nos da análise da reprodução mecânica de W. Benjamim ou ainda das reproduções em massa de Warhol) e temos provavelmente com estas duas torres o simbolo perfeito do que significa a America e o séc XX na história contemporânea.

É provável que o conceito de Arranha-Céus estivesse já completamente em desgaste e fora de prazo restando acima de tudo mais a simbologia de poder do que a funcionalidade e interestruturação urbana sonhada à mais de 100 anos.
Terá sido o início do fim? Como resta NY? será Hong kong um mero execício de réplica, como as torres Petronas em Kuala Lumpur?
Lançamos a dúvida.
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O que procura o Aluno

O ensino da arquitectura é uma conjunção de muitas vertentes, mais imediatas são os currículos, os corpos docentes e os alunos.
Importa aqui questionarmo-nos um pouco sobre a relação dos alunos com a disciplina começando até pela atitude com que entram no curso.
Arquitectura é indesmentivelmente um dos cursos mais procurados, sendo que muita desta procura passa por um interesse de moda, de estilo de vida, de ocupar um certo nicho da sociedade. Indesmentivelmente também muitos alunos terão a vontade e a vocação para a construção, o urbanismo e o serviço cívico (por mais impagável que esta frase pareça).
Dos aplicantes que conseguem entrar no curso importa averiguar da mentalidade com que percorrem os anos lectivos. É que de pequenino é que se torce o pepino , como se diz e é provável que um ensino que nos anos iniciais fizesse passar por uma peneira de cadeiras fortemente técnicas, muita da efervescência deste modismo , ficasse pelo caminho. E talvez também os alunos que encaram seriamente a carreira de arquitectura e construção e território melhor e mais bem preparados saíssem para o mercado de trabalho.
São mais as perguntas que as respostas. Esperamos participação e visões diferentes.
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terça-feira, julho 20, 2004

É Criticar o Crítico, sem medos

Já cá cantam os comentários do Haloscan. Cantemos Ossanas.
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Amanhã é dia de Rúbrica

UM EDIFÍCIO EXEMPLAR

Por falar em Palas,




com um abraço para O Projecto. obrigado pelo link e parabéns pelo New Look!
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Esclarecimento 2

Este blog chama-se Crítica de Arquitectura e não Elogio da Arquitectura. Será lógico que aqui se critique, com escárnio, com veneno, com baixo critério e demagogia popular, mas sem cínismo. Há límites até para o insulto, e nós aqui somos pessoas de bem, mesmo no mal. Afinal em que raio de País vivemos, na Finlândia? Onde só aplausos e rosas frescas são merecidas e tudo funciona? Que raios, para evitar azias nas barrigas dos arquitectos basta a situação unânime actual em que todos se elogiam, batem nas costas, escrevem narrativas de alunagem em Saturno heróicas por cada aborto construído ou projectado ou escrito por arquitectos em Portugal.
Este País sempre teve tradição de Escárnio e Mal-dizer. não somos propriamente o Bordalo Pinheiro nem o Eça dos blogs, mas temos um bigode de fazer inveja à mais dedicada das estudantes de arquitectura. o resto é especulação. Cínismo nós? Não, engano. Cítismo, sim, citamos, por exemplo, Burkhart: A hipocrisia é o cimento que mantém unida a sociedade.
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Ensino 2 (citações)

Aqui quem fala sou eu:
Um estágio talvez desnecessário: "Há quase dez a Ordem dos Arquitectos [OA] assistiu à multiplicação dos cursos de arquitectura em Portugal em instituições públicas e privadas. Assistiu inclusive, à aprovação pelo Ministério da Educação, de cursos com metade das horas de projecto requeridas pela directiva comunitária. Incapaz de pressionar o governo, a OA decidiu pressionar os arquitectos recém-licenciados."

Saída fácil: "Os cursos serão melhores ou piores. No entanto, parece improvável que uma simples prova possa garantir a aptidão para o exercício da profissão de um licenciado em arquitectura de interiores.
Também me parece inverosímil que um licenciado pela Universidade do Minho seja substancialmente menos capaz que um licenciado pela Universidade do Porto.
Por outro lado, se se aceita que esta prova pode demonstrar a aptidão para o exercício da profissão, talvez se devesse aceitar que licenciados em engenharia civil a pudessem fazer.

Para a OA, a prova de admissão à ordem é uma saída fácil para evitar imiscuir-se nos feudos académicos. É uma saída fácil para evitar regular a multiplicação das licenciaturas em arquitectura ou monitorizar a sua evolução."
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segunda-feira, julho 19, 2004

Ensino

Ao propormos o tema, mais cedo do que imaginamos várias contribuições chegaram. Por exemplo já aqui linkamos 3 posts dos arquichatos que abordam as condições de acesso ao curso de arquitectura, os números e realidade dos cursos e escolas de arquitectura e uma análise da qualidade.
Igualmente o Linha de Rumo respondeu imediata e gentilmente com um lado da questão,crítica quanto ao pendor artístico e pessoal do ensino sendo que ao receber outra visão, em defesa desta vertente ripostou e esclareceu. Porventura em vez de repetir os argumentos de ambos aconselhamos a leitura dos posts referidos.
Parte do pretendido aqui está, diálogo e confronto de ideias. É certo que não há uma forma correcta e universal de criar um currículo para o ensino da arquitectura, nem uma linha condutora primorosamente certa de obter resultados garantidos.
Porém se se privilegiar as condições técnicas, os usos e reacções dos materiais, se se tratar primeiro da materialidade , construindo dois ou três anos iniciais conjuntos com cadeiras de engenharia, física e ambiente e somente depois se abarcar as ciências sociais, históricas e projectuais as bases e defesas dos arquitectos recém formados sejam outras. Mais seguras, mais dirigidas e mais pragmáticas.
É esta a posição defendida aqui.
Como abaixo falado pelo RandomBlog a condição do recém-formado ou estagiário passa por um túnel de rebaixamento cívico, social e monetário que em nada são ajudados pela total incapacidade com que se revê para responder a um projecto real de construção (se tiver este milagre), passados que estão os himalaias de acesso ao diploma e Ordem. (a continuar)
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Gémeos Siameses II

Souto de Moura
Jaime Gama

Há quem diga que chapéus há muitos. Há quem diga que na vida se deve sempre privilegiar a sombra da pala de alguém.
Eis que de aqui dos arquivos da crítica saltam por vontade própria estes dois senhores que, entrelaçados num longo e rodopiante abraço, nos deixam uma sólida e confiante mensagem unívoca e definitiva.
Uma de cinzentismo e acabrunhamento, disfarçada de vontade de estabilidade e de maturidade. Isto é, se entendermos por maturidade deixarmo-nos envelhecer debaixo dos saiotes dos papás. (Não nos questionem a relação saiotes-papás, há coisas que valem pela imagem sonora, mesmo que errada). Obviamente este post é imaturo e incorre num profundo erro e engano pelo qual pedimos desculpa aos visados e aos leitores. Quer dizer, mais ou menos!
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Contributos para um diálogo II

Ainda antes da ordem do dia programada aqui deixamos soundbites de um texto a nós indicado pelo RandomBlog.
Aborda em súmula a condição do jovem arquitecto partindo de uma publicação sobre a nova geração. Dos temas abordados e aqui sintetizados nos soundbites muitos serão tocados aquando da análise da Prática.

A REVOLTA DOS BÁRBAROS
numa reunião de arquitectos, me foi dito que abordar a questão dos salários seria uma temática fracturante da classe, ao que respondi que para a "minha geração" fracturante seria não o abordar.

Assim este texto parte da seguinte premissa - ser jovem arquitecto, na actualidade, é uma condição social.

esta geração não aproveitou as "portas que Abril abriu", as "liberdades" ou a "democracia", deixando-se enredar na trama dos individualismos

A "minha geração" viveu in situ a neoliberalização das Universidades, perdeu a guerra das propinas, e assistiu ao aumento exponencial das licenciaturas de arquitectura. Ao chegar ao mercado de trabalho vive neste regime de exploração que se agrava de dia para dia.

somos culpados em aceitar salários de miséria, dir-se-ia que aceitar o trabalho não remunerado é promover a concorrência desleal, dir-se-ia que não o denunciar é deontologicamente questionável, dir-se-ia que somos burgueses e que se realmente precisássemos de sobreviver não aceitávamos esta condição.

Essa nova forma de fascismo é uma condicionante fundamental que marca toda uma geração e, isso não pode ficar à margem de uma
análise da "minha geração".

o problema das imagens, do 3D ou do Photoshop, não se põe para os ateliers constituídos pela nova geração. Esta geração domina essas ferramentas que surgem actualmente como uma forma de expressão e comunicação de uma ideia, tal como um esquisso.

Por último vem a constatação de que cada vez é maior o número de jovens arquitectos que se associam para abrir atelier. Divide-se as despesas numa primeira fase, fazem-se concursos.
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sábado, julho 17, 2004

Os perigos de ser arquitecto

Pela primeira vez na história da humanidade, os arquitectos utilizaram o vidro, o betão e o ferro em toda a sua glória. O estilo deixou de ser uma pele da arquitectura para passar a ser um conceito estrutural, a arquitectura libertava-se do espartilho das limitações materiais, a planta era livre.
Excerto de um post do blog a barriga de um arquitecto.
 
Os blogs mantidos por aquitectos em Portugal serão outra das nossas casuais ou repetidas incursões. Neste pode-se observar a posição-tipo. Imagem cuidada, pessoalizada, links para uma série de sites e publicações. Ou seja, cuidada forma e apresentação, atenção à criação de uma rede de credibilidades na matéria (links) ao que se unem alguns posts mais livres sobre algumas das grandes figuras da história da arquitectura permeadas com opiniões pessoais e relatos de experiências próprias. Estes coabitam geralmente com assuntos mais privados, do gosto, ou da infância da pessoa que escreve ou ainda do foro da roda das notícias corriqueiras do dia-a-dia, seja uma reacção a notícias, a mudanças na política, factos e paixões do desporto, etc.
Há-os também mais casuais, normalmente de estudantes, como os há igualmente mais dirigidos a criação de reputação, através de repetidas incursões teóricas mais opinativas e mistificadoras que factuais porém baseadas e apoiadas nas moletas das citações académicas. Geralmente de críticos da teoria light, via publicações de Barcelona ou América  pop e especulativa.
Estes factos criam nos leitores leigos à matéria uma espécie de credibilidade que os leva, aos blogueiros, a assumir um certo tom representativo da classe e da profissão do qual efectivamente pouco solidifíca.
 
Quanto ao  excerto do texto demonstra precisamente esta visão mitificadora. Se não nos conseguirmos lembrar dos Romanos, das Catedrais Góticas, de Michelangelo, Brunelleschi, ou mesmo até das pirâmides do Egipto até faz algum sentido o que o Daniel nos narra. Porém se a memória e a razão nos assistirem veremos estes argumentos transformados em papa propagandística ainda bem viva e servida nas escolas aos meninos.
Quanto às cidades lá chegaremos... como se a história da humanidade tivesse começado na idade média e na Europa. O quarto e quinto impérios dominam sofregamente ainda as mentes dos arquitectos. Haverá saida?  
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Leituras Acríticas - A Casa

A casa, essa, inteiramente me convenceu da sua inabitabilidade. Nunca seria possível vir passar aqui dois meses de férias, por gosto, este ano, mesmo com o alegre propósito of roughing it. Não há quartos, - não há mesmo cozinha. Realmente a casa, tal como está, é um vasto celeiro. Excelente para guardar milho - impossível para conter uma família. Os caseiros habitam no casarão uns buracos negros, de incomparável imundície. E nós, o Luis e eu, temos um quarto, o único, que é bom para dois dias e para dois boémios. Tudo o resto é celeiro. A la rigueur tudo se poderia lavar e caiar rápidamente - mas o que não se podem improvisar são quartos, soalhos, tectos, telhados. A casa precisa uma larga obra antes de ser habitável. Não é obra dispendiosa, porque a propriedade dá a pedra, e madeira, etc. Mas é obra lenta, obra de longos meses.
 
Eça de Queiroz, carta sobre Tormes a Emília em 2-6-1898
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Mais promessas de fogo fátuo e duas notas de rodapé (você decide qual é qual)

O debate proposto para a próxima semana já teve comentários, links, chamadas de atenção para posts sobre ou a roçar o tema e até e-mails. Agradecemos a participação e servem os posts, links e soundbites que temos aqui deixado como aperitivos para a semana que vem, onde se tentará (sem sucesso garantido) mapear o tema do Ensino.
 
Como nada na vida se alcança sem falsas promessas e para tentar sublimar o fim-de-semana do leitor da crítica temos o prazer de aqui lançar mais duas rúbricas semanais, a juntarem-se ao já descrito monday twins cloning show.
Às quartas-feiras passaremos a infernizar a vida de quem nos lê com a análise, memória ou evocação de uma obra construída em rúbrica chamada Um Edifício Exemplar.
 
Como se do mal já tudo não tivesse aqui aparecido, às sextas-feiras prometemos envernizar as estantes mentais dos convivas leitores em uma rúbrica dedicada à recensão, revisitação ou citação de memória  de um livro ou publicação de arquitectura chamada Leituras Acríticas.
 
Como vêm, somos calejados na anciâ arte da feitura de programas eleitorais. Propaganda é um insulto que já nos cai mal. Atenção.
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Quem fala assim...

Aqui quem fala é ele. Quem fala assim merece link na barra lateral. Menos do que o descrito seria um desvario absurdo da razão. E para desvarios absurdos da razão, bem nos chegam as associativas de que descreve.
Como avisou, o post é tangencial. No entanto se for preciso ficamos até kingdom comes alegremente a discutir o Ensino. Hajam nozes e fregueses...
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sexta-feira, julho 16, 2004

Nuno Silva Leal na sua Linha de Rumo começa com o debate. Não poderíamos ter esperado melhor. Esperam-se desdobramentos e ecos.Aqui deixamos somente uns soundbites do que escreveu. Vale a pena ler na integra e para tal visitar o seu blog.  
 
 o problema em Portugal não é só do ensino da Arquitectura, é um mal geral que começa na primária.
 
 massificação: onde há 10 anos havia 500 alunos por ano em todo o país, hoje é bem capaz de haver só isso numa só qualquer universidade...
 
os alunos não recebem um ensino para se preparem para serem "profissionais" de Arquitectura
 
 o projecto de forma a que este satisfaça as necessidades vitais do requerente
 
as universidades tendencialmente formam "artistas" que desenham muito bem mas cujas obras finais muitas vezes não são "habitáveis" 
 
 excelentes em revistas mas os seus habitantes não se conseguem nelas fixar
 
erros dramáticos de construção por desconhecimento de materiais e de como os mesmos se aplicam ou onde se aplicam ou ainda alternativas a esse material
 
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quinta-feira, julho 15, 2004

A Família Prudêncio clonada com a Família Adams

Há dias iniciamos rúbrica chamada, Gémeos Siameses , onde se equiparam um arquitecto a um político como se de uma predestinação genética, afinal de contas, sempre se tivesse tratado. Foram desformalizados (tirados do formol) o Koolhaas e o Santana Lopes.
Nós somos pessoas decididas e sem grandes dúvidas, apesar de o engano ser cliente habitual e hóspede permanente desta humilde pagoda, porquanto gentilmente solicitamos a todos que aprouverem, o envio de sua proposta de acoplamento e gemelitude.
À laia de guiza aqui deixamos uma possível lista de próximos relatos:

Alvaro Siza - António Vitorino
O bom aluno, excelente replicador mas que deixa a leve sensação de que algo realmente messiânico aqui falta.

Carrilho da Graça - Paulo Portas
Um alegre frenesi, uma indómita vontade de agradar mas um leve sabor a de que aqui há mais ego que talento.

and so ion...estamos oficialmente abertos a sugestões ou até a posts já prontos e embalados.
p.s.- Esta rúbrica será semanal, todas as segundas feiras. Mantem-se no entanto a possibilidade de entrarmos em pirueta espiritual (Deus assim não queira) e outro assunto que não este não mais abordar.
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Alteração do sistema de comentários

Já recebemos algumas missívas acerca do sistema pidesco de comments do blogger. De facto foram adoptados pela simplicidade e rapidez para quem começa um blog.
No entanto, e dada a vontade em abrir a conversa alargada igualmente a quem não tem blogs brevemente mudaremos para um sistema exterior ao blogger.
Até lá feel free to comment como anonimous, ou como entenderem. Também esta questão, a da identidade, tão discutida que tem sido, será alvo do nosso singelo debruçamento mental.
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Contributos para um diálogo

este post dos arquichatos, mais este e ainda, este outro.
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quarta-feira, julho 14, 2004

Tópico da Semana

Como ontem postado será proposto aqui todas as semanas um tema a debater. Ali na barra lateral, abaixo do contacto, figurará o tema, como por exemplo o da próxima semana proposto ontem, o Ensino . Veremos conforme o andar da carruagem como lidar com os sub temas e quanto tempo dedicar a cada.
Entretanto e para aliviar os ares, opta-se por corrigir os nomes com gralhas. Este blog pretende falar sériamente de assuntos bem sérios. A arquitectura, o território, a prática, as políticas e as tricas, internas e exteriores à classe. No entanto só com uma atitude sorridente se poderá sobreviver mentalmente a tal tarefa. Convenhamos, falar da industria de Arquitectura e Construção de Portugal é o mesmo que falar de ciência interestelar do Kosovo ou da Economia de Mercado no Sudão. É possível, mas ainda somente no plano da teoria selvagem, salvaguardadas es excepções que confirmam a regra.
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terça-feira, julho 13, 2004

AGENDA

Para criar uma certa ordem e abrir o diálogo (verdadeira razão da criação deste blog) sobre a arquitectura que nos rodeia, leigos habitantes, aqui se deixa uma lista de assuntos a tratar, propomos nós, semanalmente (veremos se resulta ou se acertos naturais serão necessários, por favor, sintam-se na primazia de entrar em jogo se não forem arquitectos, nós próprios não o somos e só ganhariamos todos com participação diversa).
Propõe-se a quem por aqui passe ou tenha blog próprio interacção e debate de acordo com o seguinte proposto enunciado:

ENSINO: As escolas de Arquitectura em Portugal
Os curriculos e métodos
Os Alunos (Poder-se-á aprender arquitectura?)
Os Professores (quem os educa?)

PRÁTICA: O que significa ter um escritório?
O Cliente, guia para uma relação
O projecto de arquitectura (odisseia onírica versão tudo são flores e brilha o sol)
A Obra (odisseia onírica versão monstro marinho que nos retalhas)

CRÍTICA:
Quem são os críticos Portugueses?

Critica nos Jornais (grande circulação)
Revistas monotemáticas (média circulação)
Revistas académicas (pequena circulação)

Após este intróito que se espera frutuoso e não menos acalorado o rumo será acertado de conforme com a resposta conseguida e agenda consequente a apresentar.
Sem mais, este vosso prezado

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Ainda agora chegamos

E já começamos a agradecer. Ao O Projecto, ao Linha de Rumo, ao aqui quem fala sou eu e ao hARDbLOG pelos links.
Outros aqui serão colocados brevemente, à medida das pulsações do crítico.
Entretanto estamos bem atentos a todos os que nos visitam apesar de não nos terem linkado ainda, porque a vida os preenche de ocupações diversas. Quem sabe?
Saravá.
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Gémeos Siameses I

Hoje abrimos aqui nesta ilustre casa crítica uma rúbrica dedicada ao esclarecimento público de certos milagres da genética, nomeadamente, parecenças que ultrapassam não só a lógica e a razão como se nos apresentam como verdadeiras explosões de descrétido, no que à surpresa concerne.
E não nos alargando mais aqui enunciamos a parelha de hoje. Os comentários estarão abertos a opiniões, relatos de avistamentos de cópulas insidiosas entrambos, insultos ou pedidos de autógrafos.
Para hoje então largamos a semelhança não casual entre:
Rem Koolhaas

e Santana Lopes

Ambos encarnam a prosápia e a especulação e os ginganços de cintura enquanto prática do que fazem.
Manobram os media, deformam os princípios e entretêm os tolos com fait-divers.
Mais rápidos a saltar de pocinha em pocinha do que Marcelo Rebelo de Sousa a soletrar a expressão s-o-u e-s-p-e-c-u-l-a-d-o-r e n-ã-o t-e-n-h-o v-e-r-g-o-n-h-a n-e-n-h-u-m-a, a-n-t-e-s p-e-l-o c-o-n-t-r-á-r-i-o.

Abertos para comentários.
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segunda-feira, julho 12, 2004

Ouvir as Bases

A cada inquilino será distribuída uma ficha técnica de como usar a sua casa. Em combinação com a câmara, os arquitectos ficaram ainda de elaborar um plano de manutenção donde hão-de constar as regras de preservação dos espaços exteriores, áreas comuns e casas propriamente ditas.
Extracto do texto de hoje no público sobre habitação social premiada como raro exemplo de conduta.
Não será a habitação, neste caso social, a base da profissão do arquitecto? Porque razão a maioria da classe se desvincula da razão da sua própria existência para se auto-exilarem em nichos hype de onde raro ou nunca nada de verdadeiramente útil para a sociedade sai?
A História é cruel com estes casos, será cruel com a maioria dos arquitectos que hoje estão mais interessados em tontices visuais, estilo croissant cimentado.
Um arquitecto que aparece mais interessado na representação e na descoberta da influência na obra alheia é como um aviador que é expert em comboios de montar, mas depois comenta os ares.
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O Pender do Bastão

Comecemos então seriamente a analisar o corpo da profissão do arquitecto e aquilo que produz. Nada melhor do que encetar uma análise primeira da classe, nomeadamente, da Ordem dos Arquitectos.
Como toda a classe técnica também os arquitectos têm não só o direito à defesa e regulação da sua prática como entendemos terem o dever e a ambição de nos quererem prestar os melhores serviços possíveis e como tal igualmente se realizarem (não encaro outra forma de realização pessoal do arquitecto que não passe pela resposta cabal e a proposta de felicidade na vida do cidadão).
A Ordem dos Arquitectos foi durante muito tempo a Associação dos Arquitectos Portugueses que, em boa hora assume farpela nova e âmbitos de actuação alargados, em papel, pelo menos. Ora é aqui que começam os problemas.
De facto, na realidade pouco intervém a Ordem na jurisdição interna e na regulação externa dos seus associados, mais, até há bem pouco tempo, como foi notícia na semana passada, a própria Ordem extorquia ilegalmente $ em troca de certidões a que os arquitectos por inerência e direitos adquiridos deveriam ver-lhes facultadas sem troca pecuniária. (aqui voltaremos).
A última (e para sintetizar) situação que nos parece ser o retrato da classe por antítese é a actuação da sua Bastonária. Para quem não sabe a Bastonária da Ordem dos Arquitectos é a arquitecta Helena Roseta. A Arquitecta Helena Roseta é voz activa na política partidária, mormente pelo PS, facto que não impediria desempenhar em legalidade o cargo que ocupa (conhecemos outros exemplos de outras Ordens, Médicos, Advogados), porém aquilo que nos espanta é repetidamente ver, como hoje no público a própria a comentar, sugerir e interagir na vida e nas escolhas do partido.
Urgia uma separação. Estará bem representada a classe?
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Esclarecimento 1, a pedido da nação arquitaica

Meus artistas, a quem chamei pateta foi ao D.Duarte que originou o post do projecto. Chamar proto-rei a um arquitecto seria um exercício de manigância da inteligência a que aqui na crítica poucos se aventurariam sem desvario de maior.
E depois, reparem na frase, até os patetas têm momentos de lucidez, só poderia ser dirigida a um pateta com quem concordo conjunturalmente (dada a circunstância) e nunca com quem discordo (senão porque lhe entregaria o ouro adjectivado de momentos de lucidez? Desenhar igrejas em forma de lavabo de junta de freguesia não será propriamente, segundo o livro de ética constructiva da Crítica, um grande momento de lucidez por aí além.
Vejam lá isto de perceber o que leêm, a conjugação do sujeito e predicado é sempre um valor nada despiciendo...
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domingo, julho 11, 2004

A posição típica do arquitecto (esconsa)

Ora, ainda antes de enunciar os propósitos deste blog sobre arquitectura feito por leigos na matéria, precisamente porque a arquitectura afecta bem mais e mais perenemente a vida pública do que política ou futebol, eis que um simpático arquitecto nos dá argumentos para a nova vindima.
A igreja de Canavezes não só parece um quartel de bombeiros, como advoga o D. Duarte de Bragélia como em boa verdade parece um quartel de bombeiros dos anos 20. O arquitecto desta obra, julgo que, Siza Vieira, apresenta na sua longa obra a típica condenação do Português, nomeadamente a condenação ao Eco e à reprodução.
É pena que aliada à total falta de ideias e invenção e incorporação do tempo que se vive se vá pelo caminho afundando mais os ingénuos nesta ladainha do complexo de inferioridade e pior ainda, deixando no percurso o território insultado com estes pastiches.
o proto-rei Duarte não passa de um pateta, mas até os patetas têm momentos de lucidez.
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sexta-feira, julho 09, 2004

A Arquitectura criticada

Os arquitectos, os críticos, os edifícios e os tiques. Tudo embrulhado, engraxado e aparelhado. olá!
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