segunda-feira, julho 19, 2004

Ensino

Ao propormos o tema, mais cedo do que imaginamos várias contribuições chegaram. Por exemplo já aqui linkamos 3 posts dos arquichatos que abordam as condições de acesso ao curso de arquitectura, os números e realidade dos cursos e escolas de arquitectura e uma análise da qualidade.
Igualmente o Linha de Rumo respondeu imediata e gentilmente com um lado da questão,crítica quanto ao pendor artístico e pessoal do ensino sendo que ao receber outra visão, em defesa desta vertente ripostou e esclareceu. Porventura em vez de repetir os argumentos de ambos aconselhamos a leitura dos posts referidos.
Parte do pretendido aqui está, diálogo e confronto de ideias. É certo que não há uma forma correcta e universal de criar um currículo para o ensino da arquitectura, nem uma linha condutora primorosamente certa de obter resultados garantidos.
Porém se se privilegiar as condições técnicas, os usos e reacções dos materiais, se se tratar primeiro da materialidade , construindo dois ou três anos iniciais conjuntos com cadeiras de engenharia, física e ambiente e somente depois se abarcar as ciências sociais, históricas e projectuais as bases e defesas dos arquitectos recém formados sejam outras. Mais seguras, mais dirigidas e mais pragmáticas.
É esta a posição defendida aqui.
Como abaixo falado pelo RandomBlog a condição do recém-formado ou estagiário passa por um túnel de rebaixamento cívico, social e monetário que em nada são ajudados pela total incapacidade com que se revê para responder a um projecto real de construção (se tiver este milagre), passados que estão os himalaias de acesso ao diploma e Ordem. (a continuar)
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