quinta-feira, julho 22, 2004

How to Profess, Guide to the Mad Profession



Os Professores de Arquitectura Ataque massivo.
Um dos sub-temas propostos foi a abordagem dos professores no ensino da arquitectura. A 1ª questão, após a dúvida se é possível aprender arquitectura è saber se é possível ensinar arquitectura, e neste caso, quem ensina a ensinar.
Os professores dividem-se em subtís categorias das quais um tema a todos une. Em portugal só ensina quem, de facto, não pratica satisfatoriamente. A prática de arquitectura é assunto para muito full-time e mais algum.
As categorias, sem mais delongas;
Os mais velhos, os idealistas herdeiros delicodoces da revolução e dos tempos do hipysmo. Arquitectura era uma variante da sabedoria e arte e o ensino era o que de mais nobre se atingiria. Estão a reformar-se, a morrer ou arrastam-se pelos corredores das escolas, moendo lenga-lengas através da placa entre miradas às mini-saias, no caso das mulheres ainda apresentam as bem cuidadas mises e vestidos.
Os nem-velhos-nem-novos, à volta dos quarentas/cinquentas, desiludidos pelo globalismo, pelo computurismo, pela desilusão do Souto-Mourismo, do tijolo de burrismo e dos ideais do PDMismo que salva o escritório pelos arranjinhos com o amigo de infância da Câmara x ou departamento municipal y. Elas geralmente vestem jeans pretos e não apostam na remoção do buço. Idolatram em silêncio o Che e são divorciadas de outro assistente com quem ainda partilham o escritório e a frigidez.
Já pesam os anos e ainda há quer gramar estudantes para manter escritório, apesar de Cuba ainda ser um ideal para lá da estância balnear. os Miguéis Sousa Tavares de batina.
Os novos, já não brincam em serviço, ainda no curso toda uma ginástica política se faz para atingir o tão almejado lugar de monitor, para entrar na rotunda dos assistentes. Aqui ninguém brinca, arquitectura e construção é conversa para amolecer patetas, o que interessa é ganhar estatuto e chegar perto dos lugares de manutenção. Elas é que são umas gandas malucas, já libertaram o tarzan clitoriano. Poem os cornos aos namorados assistentes com quem partilham escritório com os alunos mais sabujos a que dão estágios e os arquitectos mais conhecidos com quem roçam ombros nas conferências e convénios.

E ensinar, como é? Pergunta bem. Geralmente por escola há uma média de 1 ou 2 (se tanto) assistentes que de facto sabem, se interessam, e intencionam ensinar.
Os outros andam a tratar da vidinha. Brincas, não...

4 Comments:

Blogger Marta said...

Estou atónita!

21 de novembro de 2004 às 01:08  
Blogger Marta said...

Estou atónita!

21 de novembro de 2004 às 01:08  
Blogger Marta said...

Estou atónita!

21 de novembro de 2004 às 01:08  
Anonymous Anónimo said...

Parabens pela verdade e pela frieza! Realmente é a verdade dos nossos dias enquanto espetadores atentos de fantoches que agem tacticamente para ter o "famoso" tacho!
Enquanto que uns (como eu), se interessam por arquitectura outros roçam-se "manipuladamente" á procura de favores e protagonismos para subir na vida de forma suja e sem merito!

6 de setembro de 2009 às 16:01  

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