segunda-feira, julho 12, 2004

O Pender do Bastão

Comecemos então seriamente a analisar o corpo da profissão do arquitecto e aquilo que produz. Nada melhor do que encetar uma análise primeira da classe, nomeadamente, da Ordem dos Arquitectos.
Como toda a classe técnica também os arquitectos têm não só o direito à defesa e regulação da sua prática como entendemos terem o dever e a ambição de nos quererem prestar os melhores serviços possíveis e como tal igualmente se realizarem (não encaro outra forma de realização pessoal do arquitecto que não passe pela resposta cabal e a proposta de felicidade na vida do cidadão).
A Ordem dos Arquitectos foi durante muito tempo a Associação dos Arquitectos Portugueses que, em boa hora assume farpela nova e âmbitos de actuação alargados, em papel, pelo menos. Ora é aqui que começam os problemas.
De facto, na realidade pouco intervém a Ordem na jurisdição interna e na regulação externa dos seus associados, mais, até há bem pouco tempo, como foi notícia na semana passada, a própria Ordem extorquia ilegalmente $ em troca de certidões a que os arquitectos por inerência e direitos adquiridos deveriam ver-lhes facultadas sem troca pecuniária. (aqui voltaremos).
A última (e para sintetizar) situação que nos parece ser o retrato da classe por antítese é a actuação da sua Bastonária. Para quem não sabe a Bastonária da Ordem dos Arquitectos é a arquitecta Helena Roseta. A Arquitecta Helena Roseta é voz activa na política partidária, mormente pelo PS, facto que não impediria desempenhar em legalidade o cargo que ocupa (conhecemos outros exemplos de outras Ordens, Médicos, Advogados), porém aquilo que nos espanta é repetidamente ver, como hoje no público a própria a comentar, sugerir e interagir na vida e nas escolhas do partido.
Urgia uma separação. Estará bem representada a classe?
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