quinta-feira, julho 22, 2004

a Voz ao Leitor

Recebemos o comentário do Guilherme ao post da Pala da Casota. Só podemos concordar, com tudo, apesar da Igreja do arquitecto Siza ser em Marco de Canaveses e não em Matosinhos como diz. Fora isto damos-lhe a chave e o dinheiro.
Olá! Sou estudante de arquitectura, tenho um blog e ainda não vos linkei porque queria ver no que isto dava, acho que a ideia é boa, ideia de criticar arquitectura! Mas ainda não tenho visto grande parte dessa crítica, já agora do que se faz uma crítica?! Falando do ínicio! Acho que comparar a igreja do SiZa Vieira com um quartel de Bombeiros é uma ideia pouco conseguida, uma vez que já não estamos numa era em que a arquitectura é falante, Ledoux já foi, porque é que o aspecto exterior de um edifício tem de exprimir a sua função!? Ou porque não!? Acho que são essas as questões a por, muito acima de fáceis comparações! No entanto não concordo nada com a comparação! Digam-me então como é que uma igreja se deve parecer!? Se realmente se tem de parecer com alguma coisa! A arquitectura é feita de muita coisa, principalmente de razão e emoção! Arquitectura é um conjunto de ideias ligadas a um conceito, não acham que é mais importante viver o espaço, senti-lo, sentir a presença de algo superior ao viver o lugar, do que avaliar somente um aspecto exterior!? Enfim, Siza é ateu, e estudou muito o que é uma igreja, consultou inúmeras figuras ligadas ao cristianismo e como todos os génios fez algo que nos tira a respiração, que nos faz lembrar porque é tão admirado! Aconselho como Raul Lino fez aos seus críticos a visitar os locais as obras e só depois criticar! So gostaria de saber o que é que os caros críticos pensam o que deve ser o exterior de uma igreja!?

Por fim vim comentar este post em particular, uma vez, que ontem fui para a cama a pensar exactamente neste post, por coicidencia nem o tinha visto, mas por sugestão alheia, alguém comentou que se devia comprar uma casota de cão cá para casa! E fiquei a pensar porque é que realmente, uma casota teria de ter aquela configuração habitual de duas águas um caixote e uma abertura para o cão! Aquela miniatura de casa tradicional humana, não seria de certo adequada a um animal que anda sobre as quatro patas, que se enrosca, quando se deita, que vive o espaço com uma noção bem diferente da nossa, e porque raio não se pensou que sendo assim, seria rídiculo impor a um animal que viva como nós, a arquitectura trata de conhecer as necessidades do cliente, de saber o que querem, do que precisam e principalmente as suas relações com o espaço as suas emoções e sentimentos etc. A Antropologia da coisa! Mas tratando-se de um cão teria de ser apenas morfologia!
Depois de isto tudo o tema remte-se outra vez para o ínicio do post! Que a arquitectura tem de ser adequada à sua função e não adequada a uma forma tradicional que é aceite por todos, simplesmente por puro condicionamento pavloviano!

Podem visitar o meu blog nozes-2

2 Comments:

Blogger Guilherme said...

"Marco de Canaveses e não em Matosinho"

Eu bem me parecia! Acabei de acordar Dêem algum desconto! hihi!

22 de julho de 2004 às 17:46  
Anonymous Anónimo said...

uma curiosidade:

O cão do Tadao Ando, chamava-se

Le Courbusier (verídico).
Eu sei que não é importante, mas não resisti.

24 de novembro de 2004 às 01:32  

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